Coração sem rumo, qual um barco à deriva
Esperando uma brisa para inflar suas velas
Olhar perdido no mar procura avistar alguém
Que traga também, novo ar, novas quimeras
Coração que já amou, mas também muito sofreu
De receios se acometeu, para uma nova paixão
Desiludido, desconfiado, temeroso e carente
Espera amar novamente pra bater com força então
Coisa que preocupa um homem assim aflito
Tem no peito preso um grito, que libertaria sua dor
Mas bloqueado como está inseguro não se revela
Encontrá-la sempre protela, o sentimento não revela
A cura? Será que ela vem?Afligem certos pensamentos
Que dilaceram por dentro, alternando sofrer e sonhar
Nos devaneios constantes, carícias, beijos e abraços
Mas quando vai mirar seus traços, lamenta sempre acordar
Trilhando os caminhos da vida e compartilhando vivências. Algumas do imaginário, noutras fazendo relatos de próprias experiências. Por momentos saudosista, ou pondo a vista em novas tendências!
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
Varanda
Altas horas da noite
A insônia por companheira
O vento balança a palmeira
Ouvindo uma canção brega
Passam as motos de tele entrega
Num ir e vir constante
Eu nesta inconstância
Devaneando reminiscências
Disfarçando as carências
No vinho companheiro
Encontro o fiel parceiro
Que me coloca indolente
A sonhar... Até contente
E nestas quimeras te encontro
Na mesma procura que eu
Entregamo-nos de forma insolente
Neste prazer convergente
Não obstante nestes instantes
Num deleite ofegante
Se o mundo acabasse ali
Final feliz pra mim e pra ti
Lembranças do que vem depois
Momentos intensos vividos assim
Tu sorrindo e matreira enfim
Pedíamos uma pizza para dois...
A insônia por companheira
O vento balança a palmeira
Ouvindo uma canção brega
Passam as motos de tele entrega
Num ir e vir constante
Eu nesta inconstância
Devaneando reminiscências
Disfarçando as carências
No vinho companheiro
Encontro o fiel parceiro
Que me coloca indolente
A sonhar... Até contente
E nestas quimeras te encontro
Na mesma procura que eu
Entregamo-nos de forma insolente
Neste prazer convergente
Não obstante nestes instantes
Num deleite ofegante
Se o mundo acabasse ali
Final feliz pra mim e pra ti
Lembranças do que vem depois
Momentos intensos vividos assim
Tu sorrindo e matreira enfim
Pedíamos uma pizza para dois...
sábado, 3 de março de 2012
Enredo
O bloco do povo segue seu desfile
Na tresloucada dança da festa popular
Uns dançam outros fazem de conta
Mas o que conta nem é a conta
Pois esta fica pra depois
Que o samba acabar
Seguindo num mundo de utopia
Por detrás de tanta fantasia
Os problemas somem de repente
Assim sob o efeito desta anestesia
Entorpecidos numa overdose de alegria
Coisas ruins afastadas pra sempre
Mas...
Eis que a música pára, o povo se cala
Num epitáfio a realidade dá um sinal
Na dor a dureza. A reflexão e a certeza:
Um dia nos deparamos com a hora final
Nas idas e vindas da vida
Mais uma história vivida
Fica a saudade de um amigo leal
Pra não perder o costume
Brincalhão nos pregou uma peça
E justo no meio da festa
Faz sua última seresta
Na tresloucada dança da festa popular
Uns dançam outros fazem de conta
Mas o que conta nem é a conta
Pois esta fica pra depois
Que o samba acabar
Seguindo num mundo de utopia
Por detrás de tanta fantasia
Os problemas somem de repente
Assim sob o efeito desta anestesia
Entorpecidos numa overdose de alegria
Coisas ruins afastadas pra sempre
Mas...
Eis que a música pára, o povo se cala
Num epitáfio a realidade dá um sinal
Na dor a dureza. A reflexão e a certeza:
Um dia nos deparamos com a hora final
Nas idas e vindas da vida
Mais uma história vivida
Fica a saudade de um amigo leal
Pra não perder o costume
Brincalhão nos pregou uma peça
E justo no meio da festa
Faz sua última seresta
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Estimulante
A paixão é uma linha tênue
Que separa dois mundos
O sofredor há um segundo
No outro é um sonhador
Muda de pronto a atitude
E amiúde, por onde ande
Traveste-se de pregador
Invocando seguidores
A dissiparem suas dores
E desfazer suas penas
Dando um passo apenas
E andar nos caminhos do amor
Tantos olhares brilhantes
Nos mesmos olhos que antes
Viam as madrugadas cinzentas
Agora na noite mais escura
Há um sobejar de alvuras
Pelas miradas luzentes
A realidade não substitui os sonhos
Que seguem sendo sonhados
Agora a dois... Emparceirados...
Confiantes no futuro
A felicidade até se esbanja
Como duas metades da laranja
Que tinham um encontro marcado!
Que separa dois mundos
O sofredor há um segundo
No outro é um sonhador
Muda de pronto a atitude
E amiúde, por onde ande
Traveste-se de pregador
Invocando seguidores
A dissiparem suas dores
E desfazer suas penas
Dando um passo apenas
E andar nos caminhos do amor
Tantos olhares brilhantes
Nos mesmos olhos que antes
Viam as madrugadas cinzentas
Agora na noite mais escura
Há um sobejar de alvuras
Pelas miradas luzentes
A realidade não substitui os sonhos
Que seguem sendo sonhados
Agora a dois... Emparceirados...
Confiantes no futuro
A felicidade até se esbanja
Como duas metades da laranja
Que tinham um encontro marcado!
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Alvorada
Por levantar cedo demais
Preguei uma peça nos passarinhos
Ouviram meus passos pelo jardim
Enquanto nem tinham saído dos ninhos.
Ainda com sono dei ração para o cão sonolento
Estranhou o momento, mas se rendeu e comeu.
O gato deveras se surpreendeu
Pois sempre acorda antes que eu
Fitou-me esfregando os olhos e só então
Tranqüilizou... Não era assombração.
Nada demais acontece na parda madrugada
A não ser jovens voltando embaladas
Por terem se abalado nas baladas
Seus saltos marcando na calçada.
Uma balzaquiana na retaguarda
Levando a sandália a tiracolo
Roupa de festa, rosto maquiado
Pés desacostumados a tocar no solo.
Lanço um olhar furtivo, perigando até lascivo
Tanto me privo, pois é com a insônia que vivo.
Preguei uma peça nos passarinhos
Ouviram meus passos pelo jardim
Enquanto nem tinham saído dos ninhos.
Ainda com sono dei ração para o cão sonolento
Estranhou o momento, mas se rendeu e comeu.
O gato deveras se surpreendeu
Pois sempre acorda antes que eu
Fitou-me esfregando os olhos e só então
Tranqüilizou... Não era assombração.
Nada demais acontece na parda madrugada
A não ser jovens voltando embaladas
Por terem se abalado nas baladas
Seus saltos marcando na calçada.
Uma balzaquiana na retaguarda
Levando a sandália a tiracolo
Roupa de festa, rosto maquiado
Pés desacostumados a tocar no solo.
Lanço um olhar furtivo, perigando até lascivo
Tanto me privo, pois é com a insônia que vivo.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Infidelidade
Eu traí minha consciência quando
Jurei buscar a felicidade
Mas deixei a tristeza se aquerenciar.
Eu traí a mim mesmo quando
Olhava no espelho e jurava que um dia
Eu ainda teria, orgulho de mim,
Mas desanimava e caminhava rumo ao fim.
Eu traí minhas convicções quando
Defendia a luta da igualdade
Mas sucumbi ao fraquejar,
E ver injustiças e maldades
Sem ter atitudes pra evitar.
Eu traí meu amigo quando
Dizia que estava tudo bem,
Mas mal conseguia me aprumar.
Eu traí meu sono quando
Levava a insônia pra cama,
E ela ficava até o nascer do dia.
Mas também traí
Os algozes de plantão, abutres por vocação,
Ao imitar o fênix da mitologia,
Pois quando menos esperavam
Das cinzas eu ressurgia.
Por fim traí... Este coração
Quando disse que ele era só teu,
Assim não pode ser ele também é meu.
Necessito dele pra poder viver,
Pois vivo para amar você!
Jurei buscar a felicidade
Mas deixei a tristeza se aquerenciar.
Eu traí a mim mesmo quando
Olhava no espelho e jurava que um dia
Eu ainda teria, orgulho de mim,
Mas desanimava e caminhava rumo ao fim.
Eu traí minhas convicções quando
Defendia a luta da igualdade
Mas sucumbi ao fraquejar,
E ver injustiças e maldades
Sem ter atitudes pra evitar.
Eu traí meu amigo quando
Dizia que estava tudo bem,
Mas mal conseguia me aprumar.
Eu traí meu sono quando
Levava a insônia pra cama,
E ela ficava até o nascer do dia.
Mas também traí
Os algozes de plantão, abutres por vocação,
Ao imitar o fênix da mitologia,
Pois quando menos esperavam
Das cinzas eu ressurgia.
Por fim traí... Este coração
Quando disse que ele era só teu,
Assim não pode ser ele também é meu.
Necessito dele pra poder viver,
Pois vivo para amar você!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Mateando
Ah chimarrão!
Com teu amargo feito doçura
Afagas uma alma inquieta
Que mesmo vivendo em aflições
Ajudas a não endurecer na amargura.
Só tu mesmo amigo e confidente
Acomodas minhas idéias
Enquanto ajeito as melenas
Extraviadas pelo vento
Na falta de alento a vagar na procura.
Vejo-me aqui mateando solito
Onde me encontro comigo
E assim unidos nesta parceria,
Sonhamos que ela um dia
Venha também matear
Então a felicidade vai fazer morada
O rancho vai ganhar vida
O amor vai se aquerenciar.
Numa declaração, abrirei meu coração
E quem sabe... Ela me dê esperanças
E tu chimarrão, faceiro ficará então
Pois as mateadas terão parceria
E esta solidão será uma vaga lembrança
Com teu amargo feito doçura
Afagas uma alma inquieta
Que mesmo vivendo em aflições
Ajudas a não endurecer na amargura.
Só tu mesmo amigo e confidente
Acomodas minhas idéias
Enquanto ajeito as melenas
Extraviadas pelo vento
Na falta de alento a vagar na procura.
Vejo-me aqui mateando solito
Onde me encontro comigo
E assim unidos nesta parceria,
Sonhamos que ela um dia
Venha também matear
Então a felicidade vai fazer morada
O rancho vai ganhar vida
O amor vai se aquerenciar.
Numa declaração, abrirei meu coração
E quem sabe... Ela me dê esperanças
E tu chimarrão, faceiro ficará então
Pois as mateadas terão parceria
E esta solidão será uma vaga lembrança
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Piá
Menino crescido no interior
Pescando lambaris na sanga
Ou no campo colhendo pitangas
Um estilingue a mirar nas pombas
João de barro não se agredia.
Bola de gude “às ganha”
O lanche era pão com banha
E os bolinhos que a mana fazia.
Vivia cheio de sonhos
De um dia ser gente grande
Para poder fazer coisas de homem
E o tempo custava a passar.
Hoje com uma porção de anos
De alegrias, incertezas, desenganos
Dá uma vontade de voltar.
De vez em quando me vejo
Lá na sombra da figueira
A saudade por companheira
Vivenciando as lembranças.
Mas no futuro ainda sou crente
Pois me vejo no presente
Um adulto, com alma de criança!
Pescando lambaris na sanga
Ou no campo colhendo pitangas
Um estilingue a mirar nas pombas
João de barro não se agredia.
Bola de gude “às ganha”
O lanche era pão com banha
E os bolinhos que a mana fazia.
Vivia cheio de sonhos
De um dia ser gente grande
Para poder fazer coisas de homem
E o tempo custava a passar.
Hoje com uma porção de anos
De alegrias, incertezas, desenganos
Dá uma vontade de voltar.
De vez em quando me vejo
Lá na sombra da figueira
A saudade por companheira
Vivenciando as lembranças.
Mas no futuro ainda sou crente
Pois me vejo no presente
Um adulto, com alma de criança!
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Semelhanças
Andando pela rua vi um homem triste
Acabrunhado, com o olhar fincado na solidão.
Trazia nos ombros, o peso de uma existência
Com um semblante repleto de carências
Cada passo que dava, parecia que ia afundar no chão.
O que teria deixado ele assim?
Notícias ruins... Um grande amor perdido?
Infortúnios que passamos, revezes que encontramos,
Que às vezes até achamos, não valer a pena ter vivido.
Pensei em falar que entendia sua dor
Por também já ter muito sofrido
Contar que porem depois de cada declínio
Ao levantar me sentia mais fortalecido
Dizer que mesmo que pesasse muito sua cruz
Não desanimasse, seguisse sua jornada.
Embora os obstáculos que surgissem em sua estrada
Pois sempre depois da mais sombria madrugada
Esperanças despontam, com novos raios de luz!
Acabrunhado, com o olhar fincado na solidão.
Trazia nos ombros, o peso de uma existência
Com um semblante repleto de carências
Cada passo que dava, parecia que ia afundar no chão.
O que teria deixado ele assim?
Notícias ruins... Um grande amor perdido?
Infortúnios que passamos, revezes que encontramos,
Que às vezes até achamos, não valer a pena ter vivido.
Pensei em falar que entendia sua dor
Por também já ter muito sofrido
Contar que porem depois de cada declínio
Ao levantar me sentia mais fortalecido
Dizer que mesmo que pesasse muito sua cruz
Não desanimasse, seguisse sua jornada.
Embora os obstáculos que surgissem em sua estrada
Pois sempre depois da mais sombria madrugada
Esperanças despontam, com novos raios de luz!
sábado, 24 de setembro de 2011
Expectativa
Tu... Embora distante
Sinto-te tão perto
Por um breve instante
Embora conflitante
Espero estar certo
Meu pensamento vai
Para alem dos sentidos.
Coração se manifesta
Jubilante em galopes de festa
Ecoando ao som de serestas
Feliz por estares vindo.
A chegada, cheia de sonhos
Tantos planos que se fez
Numa viagem que não termina
Ansiedade acompanha a sina
De quem vai ver-te menina
Pela primeira vez.
Sinto-te tão perto
Por um breve instante
Embora conflitante
Espero estar certo
Meu pensamento vai
Para alem dos sentidos.
Coração se manifesta
Jubilante em galopes de festa
Ecoando ao som de serestas
Feliz por estares vindo.
A chegada, cheia de sonhos
Tantos planos que se fez
Numa viagem que não termina
Ansiedade acompanha a sina
De quem vai ver-te menina
Pela primeira vez.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Diligência
De bar em bar, noite fria.
Rua nua, luz da lua.
Na tua procura sigo a vagar
Em cada ambiente
Coração pressente
Você pode estar
Depois que partistes
Desacertos, brigas, perfídias.
Sem chances de voltar
Soube que agora se vinga
Travestida de boêmia
Só pra me maltratar
Mas... Ao me deparar contigo
Súplicas não farei
Apenas quero dizer pra ti
Que suportei a dor
E pra teu amor
Não estou nem aí
Rua nua, luz da lua.
Na tua procura sigo a vagar
Em cada ambiente
Coração pressente
Você pode estar
Depois que partistes
Desacertos, brigas, perfídias.
Sem chances de voltar
Soube que agora se vinga
Travestida de boêmia
Só pra me maltratar
Mas... Ao me deparar contigo
Súplicas não farei
Apenas quero dizer pra ti
Que suportei a dor
E pra teu amor
Não estou nem aí
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Descaminho
Me perdi
E perdido me encontrei
Dizendo que era eu
Mas quem estava ali
A procurar por mim
Não me reconheceu
Procurei pegadas
Nos caminhos que trilhei
Tão sem rumo vaguei
Nas estradas por onde passei
Se foi em vão... Não sei
Mas nem o rastro deixei
Eis que numa clareira
Uma nesga de lua
Clareou-me tua face nua
E de novo me deu luzeiro
Um dia coragem terei
De contar, que por onde andei
Te procurei o tempo inteiro
E perdido me encontrei
Dizendo que era eu
Mas quem estava ali
A procurar por mim
Não me reconheceu
Procurei pegadas
Nos caminhos que trilhei
Tão sem rumo vaguei
Nas estradas por onde passei
Se foi em vão... Não sei
Mas nem o rastro deixei
Eis que numa clareira
Uma nesga de lua
Clareou-me tua face nua
E de novo me deu luzeiro
Um dia coragem terei
De contar, que por onde andei
Te procurei o tempo inteiro
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Irmãos
Nas horas difíceis, no iminente perigo
Feliz de quem encontra abrigo
Num ombro amigo
Eles não nos julgam, não censuram.
Aconselham sempre que nos escutam
E quando pesa demais nossa cruz
Apontam um caminho onde exista luz.
Pode ser um amigo ou amiga
Às vezes nem parente é
Mas sabemos que estarão lá
Se acaso precisar, e, quando preciso for.
Teremos sempre a mão estendida
Pra suportar as feridas, que nos trazem dor.
Tiram a camisa pra nos aquecer
Tornando mais possível nossas vidas
Se sorrimos, se sofremos, se pouco nos vemos
Manos e manas, muito agradecemos
Os bons momentos que juntos vivemos
Como é bom saber que sempre estaremos
Em teu coração, e teremos tua mão
A nos amparar e nos guiar
Se um dia perdermos o chão
Feliz de quem encontra abrigo
Num ombro amigo
Eles não nos julgam, não censuram.
Aconselham sempre que nos escutam
E quando pesa demais nossa cruz
Apontam um caminho onde exista luz.
Pode ser um amigo ou amiga
Às vezes nem parente é
Mas sabemos que estarão lá
Se acaso precisar, e, quando preciso for.
Teremos sempre a mão estendida
Pra suportar as feridas, que nos trazem dor.
Tiram a camisa pra nos aquecer
Tornando mais possível nossas vidas
Se sorrimos, se sofremos, se pouco nos vemos
Manos e manas, muito agradecemos
Os bons momentos que juntos vivemos
Como é bom saber que sempre estaremos
Em teu coração, e teremos tua mão
A nos amparar e nos guiar
Se um dia perdermos o chão
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Prainha
Mar aberto, a ilha tão perto
Minha vista se perde
Na imensidão do oceano.
Entrevero de cuias
No matear pulsante
Prosas de amor e reconciliações
Também de brigas, perfídias
Prefácios de novas escritas.
O cão já mascote
Brinca com seu côco
Trazendo júbilo aos tristes
Mas que ainda persistem
Em se inspirar...Ao ver o mar.
No calçadão os andantes
Seguem a passos firmes
De quem sabe onde vai
Pela academia popular.
Uma onda mais forte
Cobre de espuma o rochedo
E estreita o caminho
De quem segue sozinho.
Ando pela areia branca
Marcada por lembranças
Flutuando em esperanças
Enquanto a brisa desajeita as melenas.
Caminhar em sonhos
É viver também.
Minha vista se perde
Na imensidão do oceano.
Entrevero de cuias
No matear pulsante
Prosas de amor e reconciliações
Também de brigas, perfídias
Prefácios de novas escritas.
O cão já mascote
Brinca com seu côco
Trazendo júbilo aos tristes
Mas que ainda persistem
Em se inspirar...Ao ver o mar.
No calçadão os andantes
Seguem a passos firmes
De quem sabe onde vai
Pela academia popular.
Uma onda mais forte
Cobre de espuma o rochedo
E estreita o caminho
De quem segue sozinho.
Ando pela areia branca
Marcada por lembranças
Flutuando em esperanças
Enquanto a brisa desajeita as melenas.
Caminhar em sonhos
É viver também.
sábado, 14 de maio de 2011
Retirado
Como é ruim estar só
Como é bom estar só
A solidão me permite
Ver as estrelas e sonhar
Na esperança de que um dia
O brilho de uma delas seja
A luz que meu olhar
Tateia nas trevas do recolhimento
Então sou feliz na esperança
De poder, um dia ter companhia.
Mas tem um isolamento
Que ainda pior se diz
Pois sufoca em amarguras
A quem a ele se alia:
A solidão com parceria.
Eis que a tristeza convive
Com o solitário acompanhado
Que anda sempre só
Mesmo tendo alguém ao lado
Como é bom estar só
A solidão me permite
Ver as estrelas e sonhar
Na esperança de que um dia
O brilho de uma delas seja
A luz que meu olhar
Tateia nas trevas do recolhimento
Então sou feliz na esperança
De poder, um dia ter companhia.
Mas tem um isolamento
Que ainda pior se diz
Pois sufoca em amarguras
A quem a ele se alia:
A solidão com parceria.
Eis que a tristeza convive
Com o solitário acompanhado
Que anda sempre só
Mesmo tendo alguém ao lado
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Desamparo
A chegada é cheia de sonhos
Os medos vêm na partida
Mas devemos ter atitudes
Nas idas e vindas da vida
Embora o sofrimento sabido
Decisões mesmo que penosas
Oxalá sejam tomadas a tempo
De não estender o sofrimento
E machucar ainda mais
Um coração... Tão desvalido
Relembro as marcas deixadas
Os objetos a dois comprados
Muitas lágrimas derramadas
Tantos risos descontrolados
As taças compartilhadas
Atos de amor praticados
Os lugares inusitados.
Ao voltar... Não me encontrarás
Não estranhe por eu ser estranho.
E se me vou acredite
É por ti que faço assim
Pois parto para que sejas feliz
E por amar-te cada vez mais
Até mesmo... Muito mais que a mim
Os medos vêm na partida
Mas devemos ter atitudes
Nas idas e vindas da vida
Embora o sofrimento sabido
Decisões mesmo que penosas
Oxalá sejam tomadas a tempo
De não estender o sofrimento
E machucar ainda mais
Um coração... Tão desvalido
Relembro as marcas deixadas
Os objetos a dois comprados
Muitas lágrimas derramadas
Tantos risos descontrolados
As taças compartilhadas
Atos de amor praticados
Os lugares inusitados.
Ao voltar... Não me encontrarás
Não estranhe por eu ser estranho.
E se me vou acredite
É por ti que faço assim
Pois parto para que sejas feliz
E por amar-te cada vez mais
Até mesmo... Muito mais que a mim
sábado, 16 de abril de 2011
Perseverança
Tronco de cinamomo caído
Que agora faço de banco
Horizontalizado de raízes expostas
Antes imponente agora humilhado
Com suas intimidades à mostra.
Muitas arvores se foram, como tu poucas ficaram
Sem poder escolher pela contingência
Vento norte, veio forte sem clemência
Escancarando seu desamparo.
Agora nesta posição incômoda
Para quem altivo reinava
Caído, ferido, mas não se entrega
Brotos teimosos ainda vicejam
Na luta dos que persistem em viver.
Mateando acomodado em ti
Cinamomo agonizante porem bravo
Entendo tua angústia e teu sofrer.
Tendo eu, passado maus bocados
Vagando por aí sem um costado.
Mas como tu, nunca deixei de crer
Tua luta sempre servirá de exemplo
Nesta teimosia, de pelear todos os dias
Mesmo que por momentos nos falte a confiança
Brotos de esperança, sempre vemos renascer.
Que agora faço de banco
Horizontalizado de raízes expostas
Antes imponente agora humilhado
Com suas intimidades à mostra.
Muitas arvores se foram, como tu poucas ficaram
Sem poder escolher pela contingência
Vento norte, veio forte sem clemência
Escancarando seu desamparo.
Agora nesta posição incômoda
Para quem altivo reinava
Caído, ferido, mas não se entrega
Brotos teimosos ainda vicejam
Na luta dos que persistem em viver.
Mateando acomodado em ti
Cinamomo agonizante porem bravo
Entendo tua angústia e teu sofrer.
Tendo eu, passado maus bocados
Vagando por aí sem um costado.
Mas como tu, nunca deixei de crer
Tua luta sempre servirá de exemplo
Nesta teimosia, de pelear todos os dias
Mesmo que por momentos nos falte a confiança
Brotos de esperança, sempre vemos renascer.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Quietude
Por uns tempos me calei
Na esperança que meu silêncio
Responda as perguntas
Que nunca fizestes
Há algo estranho em mim
Pra te dizer o que sinto
Mudo ficarei
E tu me escutarás enfim
Madrugada insone
Na boca este sabor de amargura
Mas apesar da noite ser escura
A aurora sempre acena pra viver
Com nossas línguas em desencontro
Outras formas hei de encontrar
São fortes os motivos
(Até nem sei mesmo se vivo)
Se contigo não me comunicar
A linguagem do amor é milenar
Numa delas devemos nos entender
Atitudes, gestos e a força do olhar
Ah sim! Pois se isto acontecer
Nos meus olhos verás o que sinto
Nem precisarei palavras dizer
Na esperança que meu silêncio
Responda as perguntas
Que nunca fizestes
Há algo estranho em mim
Pra te dizer o que sinto
Mudo ficarei
E tu me escutarás enfim
Madrugada insone
Na boca este sabor de amargura
Mas apesar da noite ser escura
A aurora sempre acena pra viver
Com nossas línguas em desencontro
Outras formas hei de encontrar
São fortes os motivos
(Até nem sei mesmo se vivo)
Se contigo não me comunicar
A linguagem do amor é milenar
Numa delas devemos nos entender
Atitudes, gestos e a força do olhar
Ah sim! Pois se isto acontecer
Nos meus olhos verás o que sinto
Nem precisarei palavras dizer
quarta-feira, 2 de março de 2011
Devaneios
Tu me fizestes acreditar que o sol brilha
Mesmo quando as nuvens o encobrem
Eu sabia que respirar é importante
Mas contigo descobri
Que ficar sem fôlego é melhor ainda.
Aprendi que as palavras podem ser lindas
Mas só terão sentido
Quando ditas com um brilho no olhar.
Tu me mostrastes que o amor não tem limites
Nós é que colocamos barreiras imaginárias.
Aprendi que amar, é como ver o mar
Que sempre está lá, a nos esperar
Assim de repente tudo aconteceu
Saí do descaminho, em ti me encontrei
Teus olhos iluminaram minhas noites
Que até sonhei sonhar um sonho lindo
Um sonho bom de sonhar porque
Eu estava prestes a dizer o quanto amo você.
Mas acordei aqui longe de ti
Entre aflições e esperanças
Meu coração dispara... depois quase para
A cada vulto na vidraça
Então me desespero, vivendo em quimeras
Com a verdade que passa.
Mas sonhar me faz bem
Sonho que um dia... teu sonho
Seja o meu também
Mesmo quando as nuvens o encobrem
Eu sabia que respirar é importante
Mas contigo descobri
Que ficar sem fôlego é melhor ainda.
Aprendi que as palavras podem ser lindas
Mas só terão sentido
Quando ditas com um brilho no olhar.
Tu me mostrastes que o amor não tem limites
Nós é que colocamos barreiras imaginárias.
Aprendi que amar, é como ver o mar
Que sempre está lá, a nos esperar
Assim de repente tudo aconteceu
Saí do descaminho, em ti me encontrei
Teus olhos iluminaram minhas noites
Que até sonhei sonhar um sonho lindo
Um sonho bom de sonhar porque
Eu estava prestes a dizer o quanto amo você.
Mas acordei aqui longe de ti
Entre aflições e esperanças
Meu coração dispara... depois quase para
A cada vulto na vidraça
Então me desespero, vivendo em quimeras
Com a verdade que passa.
Mas sonhar me faz bem
Sonho que um dia... teu sonho
Seja o meu também
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Quiçá
Pelo barulho do salto
No paralelepípedo imaginei
Ela vem, ela vai chegar, está perto
Estava quase certo
Meu coração disparou
Ela passou, não parou, nem olhou
Era ela, mas não era aquela
Que acabaria com esta louca espera
Era linda sim, mas não era pra mim
Devia estar pensando em alguém
Que mais sorte tem.
Pelo barulho do salto
No paralelepípedo se afastando
Senti um caminhar vacilante
Imaginei por um instante
Vai voltar, estava vindo... Acabou indo.
Mas ainda chegará minha vez
Não desisto porque
Sei que um dia você, incertezas terá
Em questionamentos virá
Não vai querer, pra sempre viver
Neste imenso talvez.
No paralelepípedo imaginei
Ela vem, ela vai chegar, está perto
Estava quase certo
Meu coração disparou
Ela passou, não parou, nem olhou
Era ela, mas não era aquela
Que acabaria com esta louca espera
Era linda sim, mas não era pra mim
Devia estar pensando em alguém
Que mais sorte tem.
Pelo barulho do salto
No paralelepípedo se afastando
Senti um caminhar vacilante
Imaginei por um instante
Vai voltar, estava vindo... Acabou indo.
Mas ainda chegará minha vez
Não desisto porque
Sei que um dia você, incertezas terá
Em questionamentos virá
Não vai querer, pra sempre viver
Neste imenso talvez.
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